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Acosta - Por Lourdes Acosta

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Acadêmicos do Tatuapé tenta bicampeonato com homenagem ao Maranhão

Publicado em 11/02/2018 sem comentários Comente!


Com um samba-enredo potente a escola de samba Acadêmicos do Tatuapé entrou no Sambódromo do Anhembi, na zona norte de São Paulo, por volta das 3h40 deste sábado (10), em busca do bicampeonato, apostando numa bossa ao ritmo de reggae, muito popular no Maranhão e em carros alegóricos que mostravam a culinária, a história e a natureza desse estado do Nordeste do Brasil.

A escola da Zona Leste, que conquistou em 2017 seu primeiro título no Grupo Especial de São Paulo, fez um desfile tradicional, que aconteceu sem imprevistos homenageando a religiosidade, cultura e as belezas do município São José de Ribamar e a arquitetura singular, que une o casario colonial adornado de azulejos às habitações populares típicas de São Luís.

Os Tambores ecoaram na Terra da Encantaria, pois um dos destaques foi a bateria, que interagiu com os integrantes fazendo "apagões": os instrumentos davam trégua e a escola podia cantar o samba potente e candidato a melhor do ano.

O carnavalesco Wagner Santos estreou na Tatuapé desenvolvendo um enredo que conhece bem, já que é maranhense. A escola levou para a avenida 3,2 mil integrantes em fantasias luxuosas, alas coreografadas e alegorias gigantescas que contam a história da terra de Gonçalves Dias.

Alguns destaques da Tatuapé foram muito aplaudidos. Dentre eles estão a ala que representava o mar e as caravelas dos portugueses e o segundo carro, que apresentou um navio negreiro impressionando pelo tamanho. A alegoria seguinte, sobre as lendas do Maranhão, levou para o Anhembi caveiras e mortos-vivos pela terceira vez na mesma noite. Outras duas escolas anteriores tiveram carros com essa temática: a Independente Tricolor e a Tucuruvi. As meninas do balé de Paraisópolis desfilaram em uma ala coreografada com 40 bailarinas que cruzaram a avenida na ponta dos pés.

História da escola - Acadêmicos do Tatuapé surgiu em 1952, com o nome “Unidos da Vila Izabel”. Chegou ao terceiro lugar do carnaval em 1969 e 1970, mas em 1986 encerrou as atividades por cinco anos. A partir de 1991, a escola iniciou um processo de resgate que incluiu a sucessiva promoção pelos diversos grupos do carnaval até retornar ao Grupo Especial em 2004. Caiu em 2006 e retornou à elite em 2013 para permanecer de vez.

Desde a volta ao desfile principal, a Tatuapé vem apresentando bons desfiles, sempre apontada como uma das candidatas ao título. Em 2015, a perda de um ponto por exceder o tempo de desfile tirou-a das primeiras colocações e quase causou nova queda. No ano seguinte, a escola foi vice-campeã, a apenas três décimos da vencedora, a Império de Casa Verde. Até que, finalmente, em 2017, o título veio com o enredo Mãe África Conta a Sua História. Do Berço Sagrado da Humanidade à Abençoada Terra do Ouro.

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Jornalista Lourdes Acosta – DRT/MTE 911/MA

São Paulo, 10/02/2018.

 

 

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