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Dimensão Arquitetura - Por Luis Paulo Guimarães

Dimensão Arquitetura Por Luis Paulo Guimarães

Dimensão Arquitetura - Por Luis Paulo Guimarães

Piscinas

Publicado em 25/01/2018 sem comentários Comente!

Piscina recria o efeito de margem de praia usando areia compactada - Fonte: Piscinas de areia

Piscina recria o efeito de margem de praia usando areia compactada - Fonte: Piscinas de areia

 

DECISÃO

O primeiro passo é analisar e decidir se vale a pena ter piscina ou não. Tem pessoas que colocam piscina em casa, entretanto, depois de usar no início pouco fazem uso agora. Lembrando que nesse caso é um espaço que deixa de ser utilizado para alguma outra função, além de ter que dar manutenção de limpeza da piscina.

ESCOLHA DO LOCAL

O ideal é que tudo...exatamente tudo seja planejado previamente, ainda que não se vá executar, por que daí limita as condicionantes. Às vezes você não vai executar a piscina quando for construir a casa, mas se já levar em consideração que existirá uma piscina, evitará que hajam interferências.

Outro fator importante é a localização de outros equipamentos que “conversam com a piscina”. Geralmente esta está ladeada por uma área de lazer, com churrasqueira, cozinha gourmet, banheiro, chuveiro. Se não houver planejamento pode ser que você tenha que transitar por algum ambiente da casa para fazer isso acontecer.

Ainda sobre a escolha do local, outro fator importante é a insolação. Colocar a piscina em um local que não tem sol nenhum durante todo o dia não é algo desejado para piscinas, você perde a atmosfera descontraída, deixa a água o tempo todo fria e alguns outros fatores indesejáveis.

MODELO DE PISCINA

O modelo de piscina vai estar associado ao terreno, as características do projeto, e o bolso do cliente.

Atualmente um modelo bastante utilizado é a piscina de raia, ou seja, o formato dela retangular alongada. Ideal para os amantes da natação, sem contudo de deixar de atender o lazer.

As piscinas de raia tem comprimentos que variam de 12 metros a 25 metros, com uma largura mínima de 2 metros. A profundidade varia de 1,30 a 1,50, podendo chegar a 1,80. Vale ressaltar que deve ser colocado no fundo da piscina uma faixa direcional para orientar os nadadores.

As piscinas redondas podem ter apelo visual e serem atrativas no aspecto de lazer, descontração, já que permitem que as pessoas estejam bem próximas. Geralmente menores, tem fácil adaptação a terrenos menores. As piscinas quadradas tem basicamente a mesma versatilidade.

Um modelo luxuoso de piscina que surgiu há pouco tempo remete a beira de uma praia. Ela é dotada de areia, recriando essa atmosfera descontraída, geralmente em formas sinuosas, tem como principal característica uma inclinação, que confere esse jeito de praia.

TIPOS DE PISCINA

PISCINAS DE CONCRETO

Tem uma boa relação de custo x benefício, ainda que apresente um preço superior aos demais tipos. A versatilidade pode ser explicada pelo fato das piscinas de concreto poderem ser projetadas em qualquer tamanho e formato. Além disso, os acabamentos são diversos, como azulejos, pedras, pastilhas; sendo esta última a maior aposta atualmente pela qualidade e maior possibilidade de personalização.

Não são raros os casos de vazamentos. Muitas vezes o adensamento do solo ao seu redor, pequenas fissuras são formadas no concreto, que podem passar o  decorrer dos anos criando vazamentos difíceis de serem sanados. Para evitar isso é muito importante uma boa impermeabilização.

A manutenção de piscinas de concreto pode ser empregado escovas de aço. A piscina não mancha com a ação do cloro, mas mancha pela ação de algicida a base de cobre. Deve-se ter atenção quanto à limpeza do rejunte entre os azulejos, local de constantes problemas de desenvolvimento de algas.

PISCINAS DE FIBRA DE VIDRO

As piscinas de fibra de vidro são pré-fabricadas e, por isso, são bem mais rápidas e práticas de se instalar do que os outros tipos. Além disso, o custo benefício é ótimo e a durabilidade e a sua resistência a vazamentos também. Elas possuem uma superfície bastante lisa, as algas são removidas com menos esforço e a ausência de reentrâncias como de rejuntes, reduz o acúmulo de sujeiras.

Influenciam pouco no Ph da água e tem baixa ocorrência de vazamentos.

Dos pontos negativos estão a impossibilidade de esvaziamento, sem que se faça um trabalho de escoramento das paredes, e a fragilidade da pintura, o que acarreta invariavelmente o desbotamento da sua cor. Produtos algicidas a base de cobre causam manchas amareladas ou azuladas.

É o tipo de piscina mais comum no Brasil, devido ao baixo custo de aquisição, aliada a facilidade de encontrá-la pronta.

Para a manutenção da piscina de fibra de vidro jamais deve ser utilizada escova de aço. Em hipótese nenhuma deve ter tirada mais da metade da água. Esse tipo de piscina quebra se não for estaqueada antes de seca. Vale a pena ressaltar o cuidado redobrado com o manuseio de registro           e limpeza de pré-filtro, esse tipo de piscina geralmente possui casa de máquina muito pequena e fácil de alagar por qualquer vazamento ou mesmo por gotejamento.

O uso de aspiradores de cerda é o mais adequado em piscinas de fibra de vidro, até mesmo as rodas do aspirador podem marcar a pintura.

 

PISCINAS DE VINIL

São denominadas piscinas de vinil quaisquer piscinas que possua esse revestimento, não sendo diferenciado os diferentes materiais utilizados para a construção do reservatório. Ou seja, o vinil nada mais é do que um elemento impermeabilizante da piscina, que neste caso fica aparente. A manutenção da piscina vinílica tem as mesmas características da piscina de fibra de vidro, com o adendo de dever ser evitado o impacto de objetos pontiagudos.

MOLDADAS POR CHAPAS METÁLICAS

Possuem a vantagem de serem facilmente moldadas e de suportarem deformações causadas pela movimentação do solo ao seu redor e, até mesmo, as causadas pelo congelamento d’agua como nos países temperados. Sua desvantagem está na corrosão. Outro material metálico usado para esse fim, as chapas de alumínio, não sofrem corrosão e possuem instalação fácil, entretanto, são mais difíceis de serem moldadas, além de serem mais caras que as de ferro.

MOLDADAS POR CHAPAS POLÍMERAS

Uma vez que não apresentam pontas afiadas, reduzem a possibilidade de corte do vinil, são resistentes à corrosão e fácil de moldar, no entanto são a opção mais cara. São indicadas para piscinas aquecidas devido às suas propriedades isolantes.

MOLDADAS COM BLOCO DE CONCRETO

São a opção de material construtivo mais difundido no Brasil. Exige mão de obra menos especializada, e provavelmente tem o melhor custo-benefício.

PISCINAS DE AREIA COMPACTADA

Uma versão recente e com um grande senso estético de recriar um ambiente natural é a piscina que recria uma praia ou uma lagoa. Duas grandes condições são essenciais para o resultado final; uma delas se trata da inclinação – para ter um visual natural é essencial que vá ficando mais profundo gradativamente. Outro item indispensável é a protagonista – a areia compactada que dá a  feição natural ao espaço.

O ideal é ter um bom espaço disponível para confecção desse tipo de piscina, visto que a inclinação não deve ser brusca e para atingir uma profundidade razoável será necessário dispensar de maior espaço.

Na construção de piscina com areia compactada, após se assegurar o desnível e a profundidade e ter escavado, deverá ser feito o recobrimento com uma manta metálica, de forma a garantir a estabilidade. Nesse momento também é feita a instalação de encanamentos e do sistema de filtragem de água. Nessa hora também é definida a questão da implantação do sistema de ondas artificiais, se for o caso.

O concreto armado e a impermeabilização são os passos seguintes. Tendo sido finalizada esta etapa, inicia-se a etapa da areia. Com a areia é feita a cobertura de parte da parede da piscina, sobretudo a grande entrada natural e o chão do jardim no entorno. A areia é compactada e aderida com potentes fixadores. O essencial é que a adesão da areia resista a intempéries  (sol, chuva, frio). Também precisa estar aderida o suficiente para o uso de máquinas de jato pressurizado para a limpeza.

 

REVESTIMENTOS INDICADOS PARA O ENTORNO DA PISCINA

Não menos importante está a comunicação da piscina com o entorno. Os pisos utilizados na área da piscina devem ser antiderrapantes e atérmicos, ou seja, não devem esquentar.

REVESTIMENTO DE PEDRA

Dentre as possibilidades, um recurso bastante utilizado são as pedras, especialmente a pedra mineira e a são Thomé.

Existem outras possibilidades como o mármore travertino bruto e as suas variações, os granitos (sempre tendo o cuidado de aplicar alguns tratamentos antiderrapantes, jamais usar a pedra polida), pedras importadas, arenitos e até mosaico português.

CIMENTÍCIOS ATÉRMICOS

No mercado há pouco mais de uma década, os cimentícios atérmicos parecem ter chegado para ficar. São produtos formulados à base de cimento especialmente para as áreas externas (e portanto mais resistentes a manchas do que os convencionais) e cuja composição química leva ingredientes que os tornam atérmicos, ao contrário dos revestimentos cimentícios comuns que esquentam.

Esses revestimentos são uma opção interessante e com bom custo benefício, evite a todo custo materiais que imitem outros (como revestimentos cimentícios que imitam mármores, por exemplo), pois esse tipo de solução tende a ficar datada rapidamente.

AGREGADOS

Existe há pouco tempo no mercado uma série de empresas produzindo revestimentos que comumente são chamados de “agregados de pedras”. Esses pisos podem ser atérmicos e muitas vezes são altamente drenante (em até 95%), o que quer dizer que quase toda água que cai sobre eles passa diretamente para o solo, ajudando a cidade a ser mais permeável durante as chuvas.

O interessante dos pisos de agregados, além do alto índice de permeabilidade, é o uso de materiais reciclados em sua composição, com vidros e garrafas PET. Existem muitas composições interessantes para esse tipo de material, e seu aspecto sustentável é um excelente diferencial.

DECKS

Os decks de madeira, ou madeira ecológica, são elementos tradicionais nas piscinas de todo o mundo. Em geral existe uma borda de piscina em pedra e o deck fica recuado ou sobre esta borda.

Uma possibilidade interessante é utilizar um deck suspenso sobre a água, em balanço, o que cria um resultado muito interessante e acolhedor. No entanto é necessário que o deck esteja razoavelmente acima da água para evitar que a madeira apodreça com o passar dos anos.

Tenha o cuidado de utilizar sempre madeiras adequadas para este fim, como o cumaru e o ipê, por exemplo.

 

CERÂMICAS E PORCELANATOS

As cerâmicas e porcelanatos também são opções interessantes para as bordas de piscinas, e muito diversificadas. Existem materiais de alta tecnologia, especificamente desenvolvidos para piscinas profissionais e de lazer. As linhas de piscina da Gail, por exemplo, são produzidas e utilizadas no mundo inteiro e possuem uma ampla gama de detalhes e possibilidades. Suas cerâmicas não desbotam no sol e são resistentes as manchas, além de possuirem muitas versões antiderrapantes.

Porcelanatos também podem dar um excelente acabamento para sua piscina, mas muita atenção para as qualidades térmicas e para a superfície do material, que não pode ser lisa. Cerâmicas são tradicionalmente utilizadas em bordas de piscina, mas cuidado com o tipo de argamassa de assentamento, e busque sempre um material bastante resistente, para evitar que com o passar dos anos as peças quebrem e a sua borda fique perigosa para o uso.

SEGURANÇA NAS PISCINAS

Uma orientação importante, que muitas vezes acaba passando batida é a segurança da piscina, especialmente com crianças. Um fator que devemos estar atentos na implantação e a possibilidade de uma visibilidade permanente de adultos. Outra questão interessante, é ensinar desde bem cedo às crianças a nadar; é uma segurança a mais para todos.

Existem outros mecanismos de segurança, desde simples coberturas com lonas vinílicas fixadas de cada lado da piscina, passando por uma piscina que tem um deck móvel que fica sobre a área da mesma, abrindo-se ou fechando de acordo com o uso, podendo inclusive ser utilizada quando fechada para outras atividades de lazer.

Um fator importante são as piscinas de lugares públicos e condomínios. Existem regras de uso que passam primeiramente pela aprovação do projeto junto ao Corpo de Bombeiros Militares do Estado do Rio de Janeiro. Entre as exigências estão a necessidade da disponibilização de cilindro de oxigênio com capacidade mínima de 1,50m³ o 400 litros. Cerca, gradil ou rede de proteção. Guardião de piscina habilitado pelo órgão Estadual competente, em número suficiente às piscinas existentes, e varios outros dispositivos previstos na lei.

É isso meus amigos! Espero que vocês desfrutem o verão com tudo o que a estação tem para se aproveitar e juízo!

Até a próxima semana!

Fazendo justiça! Ainda que atrasado, mas não esquecido, e cumprindo o prometido, ficam registrados os parabéns aos arquitetos e arquitetas aniversariantes do mês de janeiro. Muitos e muitos metros quadrados de obras para todos vocês!

 

(07/01) - João Felipe Maia; (12/01) - Daniele Oliveira; (21/01); Raphaela Linhares (25/01); Estella Tavares (27/01)Thaís (28/01) - Marcelo; (30/01) - José Manoel Pereira

Outros arquitetos famosos que fazem (ou fariam) aniversário em janeiro: (David Adler - 03/01 - 1882-1949. Julia Morgan - 20/01 - 1872-1957. E Fay Jones - 31/01 - 1921-2004.)

 

Para essa matéria foram extraídos conteúdos dos seguintes sites/portais:

Sobrasa.org

Casa imóveis UOL

44 arquitetura

Hometeka

Arqted

 

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Luís Paulo Klein Guimarães é arquiteto e urbanista, formado pelo Centro Universitário Fluminense. Atua no ramo com seus sócios, também arquitetos Marco Antônio F.Paes e Sérgio Roberto O. Junior

Dimensão Arquitetura

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