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Dimensão Arquitetura - Por Luis Paulo Guimarães

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A arquitetura do Medo (Parte 2)

Publicado em 13/11/2017 sem comentários Comente!

Rua bloqueada para passagem de forças de segurança - Fonte: Época

Rua bloqueada para passagem de forças de segurança - Fonte: Época

Bom dia! Boa tarde! Boa noite! Não sei que horas você está lendo essa matéria, mas minha saudação à você que tirou um tempinho para prestigiar ao que com um tempinho escrevi.

Dando sequência à matéria arquitetura do medo, agora direciono o olhar para as cidades, lar comum de todos nós, certo? 

Na matéria anterior escrevi do que se transformam as casas em decorrencia da violência e trouxe uma reflexão se o caminho estaria certo, ao mesmo passo também pude escrever sobre a diferença da segurança em bairros ricos e bairros pobres.

Falar de violência em um contexto urbano abrange a muitos aspectos. Cidades e regiões tem contextos diferentes nesse aspecto.

Uma das primeiras situações está ligada ao tráfico e aos usuários de drogas. O tráfico existe por que existem usuários e por ser algo ilegal no Brasil. Assim como anteriormente não vamos pautar se está certo ou não, mas obviamente é uma situação que gera violência. O consumo de drogas não está apenas nas classes mais pobres da sociedade, muito pelo contrário.

Outra situação está ligada ao armamento. Ora que não existe uma regulamentação sobre a comercialização das drogas, elas são combatidas pela polícia e grupos rivais de traficantes disputam o controle de locais de venda.

Ainda outra questão se refere a distribuição de renda. Obviamente, algumas opiniões se voltam para a questão da meritocracia. A parte de quem está certo ou errado, há de se convir que duas pessoas disputando uma vaga de emprego; uma mora na Zona Sul do Rio, outra mora em uma favela da zona norte. A que mora na zona sul frequenta um bom colégio particular, o da zona norte vai de ônibus, as vezes não tem aula por que não tem professores, as vezes por causa dos tiroteios, enfim, preciso enumerar mais situações?Quem será que terá acesso à vaga de emprego?

Claro, estou falando de forma muito sintética, por que o objetivo da matéria é outro.

Em aspectos urbanos, também há diferentes correntes de pensamento sobre causas da violência e formas de coibí-las.

Falando sobre favelas, algumas pessoas defendem que se abram vias maiores de circulação. Ruas estreitas, becos, enfim, seriam impecilho para atuação da polícia. Certamente já vimos cenas de guerra em favelas do Rio de Janeiro (e em tantas outras cidades do Brasil), barreiras de pneus, manilhas de concreto, entre tantos outros recursos.

Eu, particularmente vejo com restrição sim áreas de becos, vielas; não apenas por não facilitar o acesso da polícia, mas por causar problemas como para a coleta de lixo, acessibilidade, acesso de bombeiros, ambulância, causar problemas de saúde como a tuberculose, por exemplo.

Quem se põem contra a questão de abrir vias mais largas nas favelas tende a olhar como um problema as remoções causadas, seja pelo fato de onde as pessoas serão relocadas ou pelo valor que poderiam ser indenizadas e acabam por ser indenizadas com valores baixos. Outro problema visto também passa pela gentrificação, ou seja, a partir do momento em que se fazem melhorias em um local, os preços dos aluguéis e de venda dos imóveis passa a ficar mais caro, criando uma forma de expulsar para lugares mais distantes pessoas que agora já não tem condições de arcar com os preços praticados. Vendo por esse ponto de vista, as pessoas que se põem contra tem suas razões.

Paradoxalmente vias muito amplas também são cenários para fugas de bandidos, para assaltos (Via Dutra, por exemplo), mas afinal? O que há de errado? O que seguir?

Bom, já foi abordado questões que não são ligadas ao urbanismo e que devem atuar de forma cocomitante para que as coisas funcionem.

Algo que deveria ser simples está na iluminação pública (ou na falta dela). Sem trocadilhos, mas, sem sombra de dúvidas locais com maior iluminação coibem práticas de delitos e crimes. Infelizmente outra coisa que nos deixa a mercê de ruas escuras são os furtos a cabos de energia.

Outra coisa, já escrita aqui na coluna está relacionada a movimentação de pessoas, locais mais movimentados criam condições de segurança, mas é um processo que se retroalimenta, para que tenha circulação é preciso se sentir seguro em um local policiado, iluminado, confortável, enfim, um ciclo.

Seja qual for a forma encontrada, todos esperamos dias melhores!

Bom, na próxima semana convido vocês para saber sobre a tendência das cores para 2018. Combinado? Até logo.

 

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