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Direito, Politica e Cidadania - Por Helio

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Servidor Público o “Bode Expiatório” !

Publicado em 01/11/2017 sem comentários Comente!

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Quem é servidor público em Estado como Rio de Janeiro e em Municípios da Bacia de Campos e Região, sabe bem o que estou falando. 

Vivendo com a “espada de Dâmocles” sobre a cabeça, acusados de serem algoz da sociedade, responsáveis pela ineficiência do estado e pela crise que vivemos, com salários achatados corroídos pelas percas inflacionárias, sofrendo corte de benefícios e todo tipo de execração pública. Homens e mulheres que se dedicaram e estudaram para ter o “SERVIR COMO MISSÃO DE VIDA! DESANIMAN-SE DA VIRTUDE E ENVERGONHAM-SE DA HONRA DE SER SERVIDOR PÚBLICO”.

Muitos desses homens e mulheres abriram mão de oportunidades e altos salários na então prospera Indústria do Petróleo e dedicaram dias e até anos estudando para passar em concurso público, não pelo salário mas sim por vocação, até porque antes da crise salários, benefícios e vantagens da Indústria do Petróleo sempre foram dez e até vinte vezes maior que no Serviço Público.

Mas desde que veio à tona a crise e a “Lavajato” políticos de todos os estilos e sorte de gestões, passaram ESTRATEGICAMENTE A CENTRAR “FOGO” nos Servidores Públicos, como forma de DESVIAR O FOCO DO REAL PROBLEMA e manipular as massas.

A massa é ignóbil e assecla, sedenta pelo sofrimento alheio, se alegra com os ataques dirigidos aos Servidores Públicos.

A razão dos ataques aos Servidores Públicos tem duas razões estratégicas, uma baseada na natureza humana narrada no livro de Gênesis e a outra a norma de conduta básica dos Politicalhas e caudilhista - a “Lei de Gerson”.

Fortemente alimentada por aqueles que não conseguem passar num concurso público, que se sentem frustrados em sua carreira profissional, que não tem certa a estabilidade no trabalho, sentem INVEJA, raiva, tristeza e fúria, sentimentos estrategicamente manipulados pelos políticos para legitimar os ataques aos servidores públicos.

Com essa estratégia os “políticos” fizeram dos Servidores Públicos um verdadeiro “Bode expiatório da crise”, ganhando o apoio da parcela medíocre da sociedade, na implementação de soluções milagrosas que afetam diretamente os Servidores Públicos e o Serviço Público.

O Servidor, dedicando seu dia a dia, seu trabalho, seu conhecimentos técnicos e experiência profissional à nobre tarefa de prestar serviços à sociedade, não é o responsável pela crise econômica, politica, ética e moral que vivemos. Na verdade, o Servidor Público é o “Bode expiatório” é o “Elo mais fraco de uma corrente”, elo que rompido levará o País a bancarrota.

Vale lembrar que “Bode expiatório” é uma expressão usada quando alguém é acusado de um delito que não fez, ou que não foi o idealizador.

NENHUM PAÍS, ESTADO OU GOVERNO SOBREVIVE OU EXERCE O SEU PAPEL sem o corpo de Servidores, técnicos, experientes, estáveis e bem remunerados, responsáveis pelo labor diário.

Quem não acompanha o dia a dia da Política Nacional, Estadual e Municipal vai achar que os políticos e governos estão certos e empenhados em cortar gastos, o que pode ser levado a crer que ele realmente se preocupa com a gestão, o orçamento e a economia.

Ocorre que esse mesmo governo que quer tirar benefícios básicos dos servidores com a justificativa de economizar, é aquele que liberou bilhões e bilhões em emendas parlamentares, que faz renúncia fiscal, que dá descontos em multas ambientais, que nomeia políticos despreparados para gestão dos órgãos públicos, tudo como moeda de troca.

A dura realidade é que não faltam recursos para salvar a pele de políticos implicados com a Justiça, não faltam recursos para nomear assessores, publicidade, carros, viagens etc. Não faltam recursos para financiar campanhas políticas (longe de ser prioridade). Empresas com dívidas são perdoadas em benefício de poucos. Mas, segundo o governo, faltam recursos para pagar o 13º, vale transporte, vale alimentação dos servidores, salários. Isso é, no mínimo, incoerente.

O problema e que além da politicagem, politicalha e corrupção generalizada, FALTA GESTÃO E SOBRA INTERFERÊNCIA POLÍTICA.

O governo desperdiça rios de dinheiro e depois joga a culpa para os servidores públicos, como se o funcionalismo fosse o grande responsável pela crise.

A questão é que a crise não é só financeira ou econômica, mas sim HUMANA, sociológica, moral e ética. Ninguém confia em ninguém, todos querem se dar bem e a culpa é sempre dos outros. 

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