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Dimensão Arquitetura - Por Luis Paulo Guimarães

Dimensão Arquitetura Por Luis Paulo Guimarães

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Futurologia - o exercício de ver a frente do tempo e planejar as ações

Publicado em 16/09/2017 sem comentários Comente!

Desenho que divertiu a muitas pessoas, fez muitos pensarem como poderia ser o futuro.

Desenho que divertiu a muitas pessoas, fez muitos pensarem como poderia ser o futuro.

Ol@ pesso@l! Estou falando de 2043, vim contar pra vocês de algo que por aí se chama de futuro. Alguém quer mandar uma pergunta pra saber como vai ficar sua vida? A uma altura dessas vocês devem saber que gosto de uma pitada de humor nas matérias, né? A vida fica mais leve. Pois bem, a coluna vai trazer hoje e em algumas outras edições um exercício de futurologia. Alguém aí lembra do desenho dos Jetsons? Eu ficava fascinado quando era criança de ver aquela família em uma nave, da esteira, de pensar no futuro e é um pouco do que quero fazer aqui hoje, pensar no futuro e convidá-los a isso. Vamos?

A ideia nessa publicação e em outras, não necessariamente em sequência é poder debater sobre ideias para as nossas cidades aqui no interior do Estado, Macaé e região, de repente, temos o poder de não apenas deixar as ideias na teoria, mas por elas em prática; temos o caminho de levar as questões para os vereadores e prefeitos de nossas cidades, ou, dependendo da escala convidar a participação dos cidadãos.

Em algumas das edições seguintes, vou convidar outros arquitetos para expor suas ideias para cidades da nossa região. Espero que participem, opinem e de repente todos levantemos a bandeira de uma cidade mais justa e igualitária.

Em breve todos os arquitetos e arquitetas do Brasil terão que escolher representante que durante três anos irão direcionar os caminhos da profissão ao nível estadual e federal, mas, o que isso representa para o restante da sociedade?  O Conselho de Arquitetura e Urbanismo, regimenta, regula e fiscaliza a profissão de arquitetos e urbanistas, profissionais que estão diretamente ligados a questões da cidade como dos transportes, vias de circulação, calçadas, parques, o que pode ser construído, onde e como; não apenas, como instrumento de controle, o CAU trouxe à esfera política a campanha O Brasil ético exige projeto completo, que visa coibir a corrupção em obras públicas, muitas vezes superfaturadas.

Das ideias de cada um dos representantes desse conselho em conjunto com a sociedade, iremos construir mais um pouco do Brasil que queremos.

Hoje eu quero trazer um pouco aqui sobre o projeto final do curso técnico de edificações, onde tive a grata satisfação de dividir a tarefa do projeto final com meus colegas William Aguiar, Joana Migliorelli, Marília Pimentel e Simeão Alves. Tivemos a oportunidade de criar um Terminal Náutico. O terminal central ficava localizado no terreno da Receita Federal, às margens do Rio Macaé.

Á época do curso técnico eu já sabia que queria fazer a faculdade de arquitetura e urbanismo. Certamente essa veia já me puxou para este desafio. Quando quis fazer o terminal náutico, de fato queria criar outras instalações também, meus amigos estavam reticentes se deveriam ou não fazer parte daquela tarefa, já que pelo tempo que nos restava e pela quantidade de projetos, conversando com o orientador focamos apenas na cereja do bolo, ou seja, no terminal náutico.

O terminal surgiu de algumas percepções, a primeira delas, ligadas a situação dos transportes na cidade. O único meio de locomoção em massa é o ônibus, administrado por uma única empresa, através de vias já obsoletas e com rotas muitas vezes questionáveis, em ônibus muitas vezes precários...mas é tudo muito ruim assim? Durante certo tempo, bem pouco, por sinal, já faz alguns anos, ficou em testes um ônibus que poderia transportar até 250 pessoas, a questão era que simplesmente o ônibus não conseguia manobrar nas estreitas ruas do centro, ou seja, teste reprovado. No período também surgiu o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), que por incrível que pareça foi comprado e já transportou, não péra ...não transportou, está aportado o VLT por que os trilhos existentes não atendem os requisitos mínimos para que os ditos trens circulem por ele. Dito isso, fazendo uma comparação com o ano de 2010 quando propomos o terminal náutico não houve avanços, se contarmos que a população só faz aumentar, e com o desemprego, aumento dos combustíveis, certamente andar de ônibus se torna um grande desafio.

Para levar a cabo o trabalho nos fiamos em alguns dados. Macaé tem um vasto litoral, boa parte da população mora através deste litoral e, aqueles que não moram à beira-mar tem fácil e rápido acesso a este de norte a sul da cidade. Além do litoral, Macaé tem uma enorme lagoa e um rio cuja a extensão é navegável quase todo o percurso.

O transporte náutico é capaz de transportar mais de 25 vezes a quantidade de pessoas transportadas pelo modal de ônibus, além de ser mais silencioso, poluir menos.

Inicialmente pensamos em colocar um terminal central que teria o intuito de viagens de lazer, ou seja, barcos tipo escunas para a ilha de Sant’Anna, por exemplo e demais transportes, como por barcas/catamarãs. O terreno onde se localiza a Receita Federal poderia fomentar o desenvolvimento da região, criando um laço de identificação da cidade com o rio que carrega o nome da cidade, revitalizando esse trecho, ademais, o terminal central naquele local permitiria deslocamentos através do rio apenas, nos dias em que o mar não tivesse em condições de navegação. Os demais locais seriam atracadouros para embarque e desembarque.

Ok, esse foi apenas um aperitivo do que ainda vem por ai. Se falarmos em termos de transporte tem vários assuntos que não podem ficar de fora, sem contar os outros assuntos.

Mas e aí? Você gostou da matéria? O que acha que poderia dar certo ou mesmo quais são os problemas vistos por você para a implantação do transporte marítimo/fluvial em Macaé? Espero vocês! Até a próxima!

 

 

 

 

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