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Dimensão Arquitetura - Por Luis Paulo Guimarães

Dimensão Arquitetura Por Luis Paulo Guimarães

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Cidadãos conscientes. Moradias sustentáveis.

Publicado em 24/05/2017 sem comentários Comente!

Na imagem a varanda é precedida por réguas de brise que ajudam a permear a luz e criar uma área sombreada. Fonte: Arquitetando

Na imagem a varanda é precedida por réguas de brise que ajudam a permear a luz e criar uma área sombreada. Fonte: Arquitetando

 

Agora a chuva deu uma trégua, mas quase viramos sapos, não? Brincadeira gente, vocês já sabem que gosto de brincar um pouco, faz bem. Afinal, o que tem a chuva a ver com a leitura de hoje? A chuva é umas das questões observadas pela arquitetura atualmente, dentre tantos outros quesitos que visa contribuir para a sustentabilidade. Parece difícil, né?

Não é tão difícil assim. Na verdade, estamos passando por uma transição, em uma via de mão dupla. Uma das vias dessa mão está conosco, arquitetos, engenheiros, fornecedores de materiais, enfim, todos os que fazem da construção civil a sua ferramenta de trabalho.

Primeiramente, precisamos “comprar” a ideia de um mundo sustentável e da importância do nosso papel na sustentabilidade. Os profissionais devem ser capazes de reconhecer os danos que já foram causados ao nosso planeta e se empenhar em conhecer os materiais e usos. O próprio profissional deve deixar de torcer o nariz para a especificação desses materiais, tantas vezes vistos como de “qualidade inferior”, ou mesmo o medo do efeito do uso. Obviamente, antes de indicar o uso de materiais, tecnologias e forma de construir aos seus clientes, o profissional tem que ter o domínio, saber quais testes foram feitos, onde foi utilizado e ter um rol de problemas que podem ocorrer e quais formas de sanar estes problemas, e continuar estudando e se atualizando.

Há inúmeros recursos para se dotar a edificação de sustentabilidade. Primeiro: estes recursos não são novos, nada novos. Já são utilizados há séculos. Esta é uma tecla em que insisto em bater, principalmente por que o número de pessoas que contratam com o auxílio de arquitetos no Brasil é pífio. É intrínseco a nossa formação questões de sustentabilidade, elas estão em matérias obrigatórias em nosso currículo.

Talvez você nunca tenha ouvido falar em shed, mas este pode ser um recurso utilizado para propiciar a ventilação e iluminação natural, consequentemente você reduz o consumo de energia (ar-condicionado, lâmpadas, por exemplo).

E brise-soleil? Tudo bem que você não saiba, provavelmente você já tenha visto. Eles não são elementos meramente decorativos, eles filtram a quantidade de luz que entra no ambiente, evita que o calor do sol possa ser muito intenso nos ambientes onde este mais incide.

Voltando ao início de conversa, ou seja, a parte da chuva, as cisternas podem captar a água da chuva e servir para irrigar o jardim, lavar calçadas ou para os vasos sanitários.

Eu poderia enumerar tantos outros aspectos comuns e outros nem tão comuns assim, mas, não basta simplesmente dotar a construção desses mecanismos, aí que se faz presente os bons profissionais. O bom profissional irá levar em consideração aspectos como o regime de chuvas do local, a trajetória aparente do sol, os ventos predominantes e tantos outros fatores.

A eficiência “verde” hoje pode ser aferida através de selos de qualidade, como o selo LEED (Leadership in Energy and Enviromental Design), e, num futuro não muito distante esse desempenho poderá deixar de ser exclusivo do mundo corporativo, aliás, certos empreendimentos como em São Paulo já têm descontos no IPTU quando dotados de sustentabilidade.

A outra via desse assunto é o usuário, a pessoa que irá morar ou trabalhar naquele espaço. É importante que as pessoas possam perceber a importância da contratação de profissionais qualificados para o projeto de suas construções e para a execução de suas obras. Certas características como a influência da topografia, vegetação, cursos d’agua e outros só serão levadas em consideração pelo profissional habilitado, e isso fará diferença lá na frente.

Há ainda alguns entraves por conta dos clientes em vista da sustentabilidade. O receio de que isso possa privar da beleza, do conforto. Na verdade, os resultados podem ser justamente os opostos a este receio. Outro ponto chave é o custo para implantar recursos de sustentabilidade nas casas, muitas vezes o preço dos materiais que devem ser utilizados acabam por encarecer o custo da obra e acaba por afastar de vez este investimento. Aí vão duas orientações, a primeira é que, podendo fazer esse investimento, vale a pena, certamente os custos serão diluídos com o tempo, passando a ser um investimento lucrativo. A outra orientação é para aqueles que não podem investir durante a construção ou que moram em um local onde não há dispositivos em prol a sustentabilidade. O primeiro passo pode passar a ser a partir do uso das lâmpadas. Troque as lâmpadas incandescentes (que inclusive já não podem mais ser fabricadas), por lâmpadas fluorescentes ou de LED, estas lâmpadas tem um melhor desempenho, maior durabilidade e consomem menos energia. Há, contudo outros passos que podem ser tomados, o uso de painéis solares, tetos verdes, reformas para colocação de isolamentos térmicos.

O importante é ter a consciência de que nós formamos a cidade, formamos o planeta onde vivemos e queremos deixar um legado para as gerações futuras. Para que possamos fazer isso corretamente é importante contar com o auxílio de profissionais que irão ajudá-lo a ver as melhores alternativas para você contribuir para o planeta e para o seu bolso.             

 

 

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