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Acosta nos bastidores da notícia - Por Acosta

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Saúde preventiva e curativa foi debatida no legislativo nesta terça-feira

Publicado em 14/03/2017 sem comentários Comente!


Entre os vários assuntos da sessão parlamentar da Câmara, desta terça-feira (14), a saúde do cidadão que reside em Macaé foi destaque em vários momentos. A falta de tratamento adequado para o esgoto sanitário em vários locais da cidade, o combate à febre amarela, a disponibilização um sistema informatizado para a marcação de consultas, a criação dos programas Remédio em Casa e Banco de Medicamentos Doados, além de uma rigorosa fiscalização nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade, foram os mais discutidos.

Um dos primeiros requerimentos a gerar impasses e críticas foi o do vereador Nilton César (Pros), cobrando um relatório de todas as obras realizadas pela Odebrecht Ambiental, que numa Parceria Público-Privada (PPP) com o Município não tem cuidado bem do esgotamento sanitário em vários locais da cidade. A solicitação, aprovada por unanimidade, denuncia lugares que ainda estão sem o tratamento adequado, colocando em risco a saúde do cidadão e com o valor do serviço já incluído na conta de água.

Intervindo na discussão o vereador Maxwell Vaz (SDD) disse ser preciso fortalecer a fiscalização. “A Esane (Empresa Pública Municipal de Saneamento, extinta na última reforma administrativa da prefeitura) era o órgão responsável, mas, o governo possui formas de monitorar a atuação da Odebrecht Ambiental. Na Lagoa de Imboassica, por exemplo, há pontos de vazamento de esgoto, mesmo com a Estação de Tratamento do Mutum em funcionamento”, alertou. Welberth Rezende (PPS), também reforçou os questionamentos. “Na minha rua, nós pagamos pelo serviço há algum tempo. Porém, entramos em contato com a empresa porque identificamos pontos sem captação do esgoto. No bairro São Marcos, há ruas em situação parecida”, acrescentou.

O combate à febre amarela entrou na pauta de discussões do Legislativo, através do vereador Valdemir Souza (PHS). Segundo Souza, a proposição protocolada na semana anterior já foi atendida pelo prefeito de Macaé, Aluízio Junior (PMDB), que anunciou a aquisição de 20 mil doses da vacina de febre amarela para o município e a doação de 5 mil doses para Casimiro de Abreu. “Tivemos vários casos da doença registrados na região e uma morte em Casimiro de Abreu”, esclareceu o vereador, que afirmou ter tido o seu requerimento contemplado.

Entretanto, Marcel Silvano (PT) relatou ter recebido reclamações de diversos cidadãos que buscaram a vacina na rede pública de Macaé e não a encontraram. De acordo com ele, moradores que viajam para áreas endêmicas sem vacina podem retornar com a doença e ajudar a disseminá-la na cidade. “É um grande risco para todos. Por isso me espanta que o prefeito doe vacina para o município vizinho e deixe a população de Macaé sem assistência”, explicando ainda, que é favorável ao auxílio a outros municípios desde que os macaenses não fiquem sem a vacina.

O vereador Márcio Bittencourt (PMDB) confirmou que, até a semana passada, não havia vacina da febre amarela na Casa da Vacina e defendeu o combate ao Aedes aegypti como a melhor maneira de prevenir a doença. “Precisamos nos manter vigilantes, pois 90% dos focos do mosquito, que transmite à febre amarela, a dengue, a zika e a chikungunya, estão nas residências”, alertou.

Entre as propostas de melhorias para a saúde, duas indicações foram votadas e aprovadas. Trata-se de uma solicitação ao Executivo a fim de que disponibilize um sistema informatizado para a marcação de consultas, via internet e por meio de aplicativo para smartphones, de Maxwell Vaz (SSD), e a criação do Remédio em Casa, voltado para idosos, do vereador José Queiroz Neto (PTC), que contempla a criação de um cadastro para que o município tenha informações atualizadas sobre as principais demandas por medicamentos.

No entendimento de Maxwell Vaz, há diversas ferramentas que podem facilitar a vida das pessoas e também seria uma forma de evitar filas e aperfeiçoar os atendimentos na área da saúde. “Hoje em dia, grande parte da população já possui acesso a um celular ou computador com internet”, defendeu o autor.

Fiscalização nas UBSs - Antes de encerrar as discussões sobre o tema, o presidente da Câmara, Eduardo Cardoso (PPS), que é médico e possui uma vida inteira pautada na dedicação à saúde pública, com vasta experiência na área, haja vista ter sido secretário de saúde, quando priorizou o pronto atendimento à população, anunciou que fiscalizará pessoalmente todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade. Ele fez críticas ao serviço. “A atenção básica está falha e diversos procedimentos essenciais estão paralisados. Vou a cada unidade e, se preciso, denunciarei ao CRM (Conselho Regional de Medicina)”, finalizou.

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Jornalista Lourdes Acosta com assessoria.

Macaé, 14/03/2017.

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