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Café Noturno - Por Marianna Mariano

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Avante!

Publicado em 13/03/2017 sem comentários Comente!

Nesta noite de verão, deitada em minha cama e fechando meus olhos com o sono que chega para acalmar as angústias de minhas complicações, busco palavras para expressar a situação na qual me encontro. Não sei se perdida. Talvez um sinônimo de confusa. Encontro-me numa tampa de boeiro solta que faz com que eu perca o chão e entre num túnel escuro, onde moram várias vozes, internas e externas, as quais me enchem de pensamentos e indagações que extrapolam o limite de qualquer sanidade mental. Ainda não perdi o controle de minhas ações, mas me sinto mais emotiva. Já não aguento depositar tanto lixo tóxico e efêmero dentro de mim. O aterro interno esgotou sua capacidade e, para amenizar sua situação, choro para ver se alivia, tranquiliza ou que limpe meus olhos para enxergar melhor por onde ando. Sei que não preciso de uma vista mais límpida, mas de soluções para problemas cujas extensões se multiplicaram em pouco tempo.

Sempre me disseram que a vida é complicada e tem suas fases. Talvez esteja em uma das mais complicadas, que também são aquelas chamadas de transição. Tais transições acarretam mudanças em muitos campos da própria vida e, por isso, talvez não saibamos o que irá ocorrer. E tenho medo por isso. Não sou uma perdedora ou fraca por falar que tenho medo. Sei que estou sendo muito forte por desabafar e tentar externalizar o que não conseguia. Tenho medo do que pode acontecer, tenho medo de me precipitar e mudar de planos, tenho medo de escolher o caminho errado pensando que era o certo.

Uns me chamam de neurótica, mas me considero uma realista que enxerga a complexidade da vida. Um dos meus maiores defeitos é o de não conseguir simplificar as coisas. Talvez por isso meus textos sejam grandes. Tento praticar a simplicidade, porém, por conta de influências externas e algumas manias, não consigo caminhar com minhas mãos tapando meus reflexos. Gosto de olhar para os lados, enxergar outros horizontes, ver por outros ângulos e lentes, me colocar no lugar no outro. Caso não goste da experiência, que sirva de aprendizado ou que eu consiga resolver a situação de forma pacífica.

Hoje estou sob a mira de diversos caminhos e não sei por qual seguir. A única certeza que tenho é que já não tenho mais certeza de nada. Logo eu, que sempre planejei tudo, estipulava várias metas e conseguia cumprir diversos objetivos. Não que eles não existam mais, mas talvez eles mudem, ou que as prioridades sejam alteradas. Talvez isso seja a chegada da maturidade: quando ninguém mais pode resolver por você e os ceús parecem não te escutar, só você, mesmo angustiado, no limite, perdido, confuso, acuado e com medo, é quem vai tomar a decisão. Ainda assim é preciso caminhar. Se tropeçar e cair, alguma hora virá a força para te levantar e novamente seguir. Porque a gente só pára na caminhada da vida quando morre. Enquanto respirarmos, devemos rezar e fazer por onde para que o vento que nos toca nos guie pelos melhores caminhos. Talvez nestes trilhos que buscamos a nós mesmos não encontremos as soluções que precisamos para os problemas presentes, mas que as experiências e oportunidades ofertadas e apreciadas sirvam de aprendizado para continuar a trilhar, sempre em busca do nosso melhor, para nós mesmos e para outrem, principalmente para aqueles que nos amam e nos querem bem. Sempre!

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