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Panorama - Por Regina Oliveira

Panorama Por Regina Oliveira

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Crime ecológico

Publicado em 14/02/2014 sem comentários Comente!

A expansão da área urbana de Macaé é ocasionada pelo grande crescimento demográfico que a cidade vem

enfrentando.  Assim como ocorre nas grandes capitais

brasileiras,  a ausência de planejamento urbano e a falta de controle relacionado ao crescimento da cidade estão

ocasionando sérios problemas ambientais.

“A cidade cresce, mas é preciso planejamento urbano. Há projetos totalmente arcaicos, que vão lá e desmatam tudo”

Precisamos fazer mais cobranças, aos governantes que são do PV, parece piada, mais é a realidade...o governo em Macaé é do PV e as árvores estão sendo destruídas, nas praças os brinquedos são feitos de madeira e pontos de ônibus sendo construídos com madeira....

Partido Verde ( Programa)

5. AR: A poluição atmosférica é uma das principais causas de degradação da saúde
nos centros urbanos e periferias industriais.

Cabe:

·         a) aperfeiçoar seu monitoramento e elaborar novas leis e metas que acompanhem
uma tendência internacional cada vez mais exigente;

·         b) reduzir as emissões automotivas, industriais e domésticas de gases de efeito
local (particulado em suspensão, SO2, CO, NOx, hidrocarbonetos, ozônio etc.) de
forma articulada com medidas de redução das emissões de dióxido de
carbono(CO2) e de metano que contribuem para o chamado efeito estufa(ou
aquecimento global) dentro da meta de redução das emissões em 20% até o ano
2005, conforme prevê a Convenção sobre o Clima, adotada na Conferência Rio 92;

·         c) instituir a inspeção ambiental anual de todos os veículos retirando de circulação
os irrecuperavelmente poluentes e obrigando os demais a cumprirem padrões
progressivamente mais rígidos de emissão;

·         d) estabelecer parâmetros urbanísticos que permitam diminuir emissões, garantir
corredores de ventilação e evitar ilhas de calor;

6.O VERDE URBANO: As áreas verdes de florestas urbanas ou periféricas, parques,
jardins e arborização de rua são indispensáveis para um ambiente urbano
minimamente sadio. A preservação do verde urbano não passa pela tentativa de
mantê-lo intocável mas pelo seu uso e aproveitamento bem organizado e
compatível. O verde “selvagem” no espaço urbano é de extrema vulnerabilidade e
sua não utilização, como unidade de conservação aberta a um uso regulado e
disciplinado pela população, o expõe à ocupação irregular ou transforma em
vazadouro de lixo e entulho. A existência de um sistema integrado de parques,
corredores verdes, bacias de acumulação de águas pluviais, dotadas de vegetação
compatível, bem como áreas livres de impermeabilização são importantes para uma
qualidade de vida aceitável e para a prevenção de inundações. A arborização de rua
- parte mais vulnerável do ecossistema urbano – tem um papel indispensável na
mitigação do calor, da poluição do ar e sonora. A proteção e o manejo superavitário
da arborização pública é um dos grandes desafios de ecologia urbana.

É preciso:

·         a) reflorestar as áreas desmatadas e/ou degradadas em encostas, faixas marginais
de proteção de lagoas, rios e canais, áreas de mangue e restinga, sempre que
possível, através de mecanismos que mobilizem as comunidades como, por
exemplo, o mutirão remunerado;

·         b) tirar do papel e implantar efetivamente as unidades de conservação urbanas que
devem ser demarcadas, sinalizadas, protegidas e dotadas de infra-estrutura,
buscando-se parcerias com ONGs e empresas privadas para sua implantação
prática e conservação;

·         c) proteger e manejar adequadamente a arborização de rua assegurando que a
sobrevivência e desenvolvimento das espécies plantadas ultrapassem amplamente
as perdas inevitáveis dentro de um cronograma gradualista e cuidadoso. Instituir
rotinas de tratamento das espécies doentes e uma política de podas cuidadosa e
apropriada;

7. URBANISMO VERDE: urbanismo vigente é condicionado pelo rodoviarismo, pelo
primado absoluto do transporte individual e dominado pelo modernismo,
concepções que promovem a desintegração social e um virtual “apartheid” urbano
opondo dois universos: de um lado a classe rica e média, motorizada, em bairros
residências e condomínios fechados e do outro os pobres e excluídos em favelas ou
periferias miseráveis. Um urbanismo verde que conceba a cidade como parte da
natureza que a cerca e como espaço democrático de integração social e
solidariedade que considera a rua como local privilegiado de convívio e questiona as
propostas que tendam a segregar ou isolar.

O urbanismo verde defende:

·         a) o conceito de usos múltiplos compatíveis com ruas onde se combine
harmoniosamente o residencial com o comercial, espaços culturais e de lazer etc.
quebrando-se as segregações rígidas que condicionam horários vazios (portanto de
insegurança) e induzem a deslocamentos automobilísticos mais freqüentes e
longos;

·         b) O estímulo ao comércio lojista de rua como forma de manutenção do multiuso
dos bairros e a construção de shoppings condicionados ao planejamento urbano
sustentável. Uma tipologia urbana mais densa e tradicional, que permita a redução
dos desperdícios energéticos e dos investimentos em infra-estrutura;

·         c) as calçadas livres para a circulação e o convívio coibindo sua ocupação abusiva e
desordenada, disciplinando o comercio informal em áreas compatíveis;

·         d) a municipalização das políticas habitacionais com utilização dos recursos do
sistema financeiro de habitação na construção de habitações para os setores mais
carentes, privilegiando soluções comunitárias, baratas e em dimensões
sustentáveis, em sistema de compras coletivas e mutirão;

·         e) a urbanização de favelas, sua integração à cidade formal com titulação dos
moradores e uma legislação urbanística e ambiental específica;

·         f) limitação do crescimento das favelas já existentes, sobre áreas verdes contíguas,
criando limites físicos, procedendo à educação ambiental e a pactos de auto-
regulação do crescimento em contrapartida de benfeitorias e programas de mutirão
remunerado;

·         g) fornecimento de lotes urbanizados e de material de construção para a população
carente, em áreas adequadas, preferencialmente em escala pequena e média;

·         h) desestímulo à criação de grandes conjuntos em áreas distantes de periferia,
onde não existe infra-estrutura e os custos de transporte em tempo e dinheiro são
exorbitantes para os moradores;

·         i) enfrentamento da ocupação irregular em áreas de risco, de proteção ambiental e
de mananciais, combate à industria das invasões e da construção e comércio de
habitações precárias nestas áreas. Criminalização efetiva da grilagem urbana e do
parcelamento ilegal;

·         j) o combate à poluição sonora mediante regulamentação industrial para a
fabricação de equipamentos menos ruidosos, medidas de operação de trânsito,
aplicação local da legislação vigente e educação ambiental para o conforto acústico;

·         k) defesa do patrimônio paisagístico e arquitetônico com medidas contra a poluição
visual. Combate à pichação;

·         l) implementação da Agenda 21 no plano local.

·          

Uma das coisas que me incomodam muito é ver uma árvore sendo cortada. O corte e a sucessiva derrubada doem profundamente. E, mais ainda, quando a árvore ou o arbusto é cortado sem motivo algum.

Ah! Como é bom poder contar com a sombra de uma árvore generosa em um dia de sol escaldante! Sombra que nos acolhe e protege As árvores captam gás carbônico e liberam oxigênio, além de colaborarem com a regulação da umidade do ar, através da transpiração. Uma mistura de purificador atmosférico com ar condicionado.

Inúmeras são as vantagens de se ter um ambiente urbano bem arborizado, mas pena que isto está cada vez mais raro. A falta de respeito e consciência está acabando com nossas amigas e pelos motivos mais banais.

Alguns casos são absurdos como a Prefeitura de Macaé que está cortando as árvores para cobrir os valões no Bairro Aeroporto.Não teremos nenhuma sombra para quando formos passear,um crime ecológico e ninguém resolve nada....planejamento sem planejamento.

Deveriam ter feito um planejamento para não precisar retirar as nossas árvores, um erro absurdo de quem está a frente da obra.

 

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