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Café Noturno - Por Marianna Mariano

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Novo Pecado

Publicado em 30/01/2017 sem comentários Comente!

Difícil te fazer entender algo que eu mesma não consigo descrever. São pensamentos que me invadem, causam insônia e pesam o travesseiro antes de dormir. Como não posso resumir em tópicos, talvez palavras escritas em tom poético ajudem a chegar ao ponto - será que há só um?

É ótimo viver a vida intensamente. Mesmo se somos acostumados a seguir na linha, evitar errar e manter os bons costumes, a sensação de rebeldia e juventude eterna quando saímos dos trilhos é revigorante. Mas, ao mesmo tempo em que fugir dos próprios padrões e sair do lugar comum nos liberta, tal efeito efêmero se contradiz e prende de certa forma, principalmente quando mexe com questões relacionadas aos valores e à integridade.

É sabido que é melhor se arrepender pelo que foi feito do que não tentar e não saber como seria. Só que até onde podemos ir sem ferir os próprios sentimentos, sem bagunçar a tua essência, sem que te leve a pensar por noites a fio que o simples ato de uma inocente rebeldia pode se tornar uma confusão e machucar não somente a si próprio, mas pessoas mais próximas, como familiares e amigos? 

É bom se perder para se encontrar. É ótimo respirar novos ares, conhecer novos caminhos, arriscar tudo ou nada antes que se arrependa pela oportunidade perdida. Porém, quando os riscos e audácia são contínuos e frequentes, querendo ou não, mexe e muda de certa forma a nós mesmos. Gera questionamentos, percebemos o mundo de outra forma, ganhamos experiência e vivência. Fato que é mudança, mas para melhor ou pior?

Não quero enrolar, pois sei que não gosta. Nem preciso mentir, porque sabe que não sei esconder minhas emoções. A questão é que não estou preparada para assumir um risco que eu sei que irá mudar muita coisa em minha vida. Tudo está indo tão rápido e tal evolução não está me deixando confortável. Não por você, mas preciso saber se essa mudança interna, psicológica e identitária, ocorre porque o mundo que você me proporciona é o que está me afetando ou se a mulher que me habita não tem a mesma essência que a meiga e ajuizada menina que ainda me segura e me controla para errar menos.

Gosto do carinho, das rosas, dos presentes. Adoro tua simpatia, disponibilidade, senso de humor. Admiro sua espontaneidade, dedicação e cavalheirismo. É um homem que sei que faz qualquer mulher feliz. Ou melhor, sabe fazer uma mulher se reconhecer como uma e se sentir realizada. Como algo que parece ser tão certo me faz pensar que é errado? Por que o errado é tão bom no presente, mas provoca angústia e reflexão no dia seguinte?

Por isso não posso me entregar ou decidir enquanto não souber o verdadeiro motivo. Apenas sei que, para mim, te sinto e te vejo como um novo pecado, nunca antes descoberto ou vivido. Talvez seja um conjunto de todos os comuns capitais com um trunfo na mão, o qual ainda não descobri, mas é o que me faz ficar e atender às suas provocações. És o pecado mais audacioso que já conheci e o mais arriscado que já experimentei. É um errado que pode ser o certo, ou será o certo que pode dar errado?

Considere isso como um elogio. Ou não. Apenas guarde que tudo o que vivemos foi real e sincero. E deixemos rolar, sem pressa, sem pressão. Porque tudo o que é para ser, acontece. Tudo o que é verdadeiro chama, volta e fica, mesmo quando contrariado. Não é ponto final, apenas reticências enquanto a menina em experiências tenta encontrar soluções para problemas que ainda não aconteceram. Que inocente, boba e jovem, deve pensar. Que seja! Eu não quero mentir, não vou ocultar, muito menos fazer algo que eu não queira. Sei que vai entender. Você é homem, é um homem, é o homem - mas será que para mim?

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